POPULAÇÃO NEGRA É A MAIS ATINGIDA E TEM O MAIOR ÍNDICE DE MORTALIDADE PELO CORONAVÍRUS

A pandemia da Covid-19 evidenciou o descaso por parte do Estado com populações pretas, pobres e periféricas. Se, por um lado, a crise sanitária favoreceu o acúmulo de riquezas entre as minorias ricas, a situação nas periferias mostra que as populações mais pobres foram, de fato, deixadas para morrer de fome, devido ao crescente desemprego, à má distribuição do auxílio pago pelo governo federal ou, também, por falta de saneamento básico, o que favorece a disseminação de outras doenças.
Um estudo feito pelo Instituto Pólis entre março e julho deste ano (2020) constatou que, na capital paulista, as taxas de mortalidade pela Covid-19 foram as seguintes:
NEGROS: 172 mortes a cada 100 mil habitantes
BRANCOS: 115 mortes a cada 100 mil habitantes
Esses dados representam mais uma triste consequência do racismo estrutural, já que a incidência está necessariamente a fatores socioeconômicos e ambientais.
Segundo o IBGE, em 2019, os brancos ganhavam 73,9% mais do que pretos e pardos. Além disso, outros fatores como saneamento básico e acesso à saúde pública contribuem para o risco de contaminação e mortalidade.
Urge, pois, a necessidade de implementação de políticas públicas que promovam uma responsiva distribuição de renda, fortaleçam o Sistema Único de Saúde (SUS) e visem a superação do racismo estrutural.
"Precisamos constituir um desejo pela igualdade" - Silvio Almeida
Postado por Carla Medeiros

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